
Sondhi está em franca recuperação e é possível que saia do hospital durante este fim de semana mas os ecos e as ondas de choque causados pela tentativa de assassinato ainda estão em pleno desenvolvimento.
O General Anupong, o todo poderoso comandante militar que tão bem se tinha saído dos acontecimentos durante o Songkran em Bangkok, está cada vez mais debaixo de fogo por causa do atentado e ele próprio confirmou hoje que as balas encontradas no local do atentado são provenientes da 9ª Divisão de Infantaria pertencente à 1ª Região do Exército, a mais forte do país e cujo comando se encontra perto de Bangkok em Lop Buri.
As armas usadas são armas militares mas pior do que isso as munições também. Anupong ordenou um inquérito de imediato para que se saiba como essas munições acabaram no corpo e no carro de Sondhi. Ao mesmo tempo disse logo que não será fácil encontrar claras respostas para essa investigação.
A oposição tem igualmente insistido que o Exército disparou contra as pessoas durante as manifestações em Bangkok, tendo mostrado ontem provas disso no Parlamento e a imprensa que até aqui tinha suportado a versão do Governo de que não houve vítimas a não ser as duas causadas pelos "vermelhos", começa a interrogar-se se na realidade não houve mortos devido às acções do Exército. Face a isso Anupong, num recuo de posição, afirmou que os militares dispararam contra os manifestantes "blank bullets", e dispararam para o ar balas verdadeiras. Interrogam-se os jornais hoje se não terá havido casos em que os soldados "trocaram as mãos" e dispararam ao contrário.
Ontem uma importante personagem do panorama político tailandês segredava-me que o PAD queria Anupong fora e substituído pelo General Prayuth Chan-ocha, exactamente até à muito pouco tempo o Comandante da 1ª Região.




























