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quinta-feira, 31 de março de 2011

Submarinos

Um dos temas do momento é a mais que provável decisão do governo esperada (ansiosamente) pelo Chefe do Estado-maior da Armada sobre a compra de seis submarinos alemães que hoje mesmo são desactivados do serviço efectivo das forças armadas alemãs.

Diz o CEMA tailandês que os submarinos têm um tempo de vida de 6 a 7 anos e por isso requer uma decisão urgente do Governo.

Clama-se que o país necessita de fortalecer a sua esquadra no Mar Andamão visto os seus vizinhos (Singapura, Malásia e Índia) estarem muito melhor equipados do que a marinha tailandesa e que a ambição de ter submarinos já tem 60 anos.

Num momento em que a generalizada subida dos preços com o consequente impacto no agravar das condições do custo de vida para as populações está a pedir muitos sacrifícios há muitas perguntas no ar sobre a razão da compra e necessidade daqueles submarinos.

No momento também em que o Sul do país se debate com fortes problemas provocados por chuvas intensas e onde muitos (relata-se mais de 1 milhão) se encontra desalojado e a viver de apoios que lhes possam ser fornecidos e pelas doações que estão a ser pedidas em todos os meios de comunicação social as vozes contra o dispêndio dos 7,7 milhões de baht não se calam.

Coincidência ou não a marinha tem sido a principal força a actuar no apoio às vítimas mostrando e dando uso aos meios de que dispõem.

O cartoon hoje publicado pelo Bangkok Post é bem o sentir de muitos sobre a situação.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Clima na Tailândia

Já há dias me referi ao clima actual na Tailândia e ás suas mudanças não muito diferente do que se passa pelo Mundo. Já passou aquela altura em que podíamos responder com certeza ao tempo que iria fazer numa certa altura do ano. Em Agosto por certo que havia calor e em Dezembro frio e chuva. Agora parece que tudo mudou e para pior. Não sou cientista só sei ler as permanentes noticias sobre as modificações climatéricas que o nosso modo de vida vai causando a este planeta mas penso que é de todos sentido que a nossa acção não é de facto a melhor. Basta vermos os fumos e os gazes que produzimos, os triliões de toneladas de lixo não biodegradável que atiramos para o mundo, para vermos que algo está mal. Por outro lado as mais constantes catástrofes naturais deveriam ser uma alerta mas são somente um sinal para mais discussões e reuniões infrutíferas. Actualmente a Tailândia está a sofrer o seguinte, numa altura em que deveria haver tempo seco temperaturas entre os 25 e os 30 graus e pouca humidade. Frio em Bangkok e no norte do país com temperaturas a atingirem os 4,8º na província de Loei. Em Bangkok sente-se realmente frio e nestes todos anos que já cá vivo foi este o primeiro em que senti frio de verdade. A temperatura varia entre os 15 e os 22 º mas o vento que também não existe normalmente faz com que a temperatura real seja bastante inferior. No Norte do país morreram inúmeras cabeças de gado devido ás baixas temperaturas e o Ministério da Agricultura já pôs em funcionamento vários apoios a agricultores que não estão habituados a estas temperaturas. Outras zonas do Norte e Nordeste foram declaradas zonas de seca pois não chove a os arrozais estão a esgotar a água.

Mas o problema maior regista-se no Sul onde já morreram pelo menos umas 20 a 30 pessoas por problemas causados por fortes chuvas e ventos que inundaram um largo número de províncias e deixaram milhares de turistas bloqueados em Samui, Ko Tao, Ko Pangnan e Krabi. O total de pessoas afectadas anda na casa de 1 milhão. A marinha já fez deslocar para lá um porta-aviões e uma fragata de modo a possibilitar a evacuação de populações aprisionadas pelas águas e as operações de socorro prosseguem. Não há dúvida que o país é bastante comprido cobrindo cerca de 12º de latitude mas temos actualmente quase que todas as situações climatéricas e algumas totalmente opostas. Para além disso não são as esperadas ou previsíveis para esta altura do ano. Os consulados de todos os países têm estado a trabalhar sem descanso para informar o seus nacionais que se encontram bloqueados pelas cheias ou aguardando transporte mas há sempre quem tenha um prazer em entrar pela porta errada.


Um jornal de Phuket Wan Tourist News anunciava esta manhã num despacho de um jornalista (?) que perto de Krabi tinha havido uma avalanche que tinha destruindo 8 aldeias e havia pelo menos 1.000 mortos. Nos dias de hoje como se sabe a notícia espalhou-se rapidamente e colocou todos em busca da verdade que felizmente está muito longe daquilo que o senhor Allan Morison escreveu. Houve na verdade uma pequena avalanche, como é normal nestes casos de chuvas intensas e contínuas, que provocou a morte, confirmada de 10 pessoas. Uma questão de zeros e de seriedade que ainda não vi desmentida no dito jornal (?). Assim vamos tratando o nosso mundo.


Mal com a nossa actuação descuidada e pessimamente aqueles que pensam informar mas desinformam.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Inundações

Já por várias vezes referi a importância da água como elemento essencial na vida dos tailandeses.

Está sempre presente nos bons e nos maus momentos. Celebra-se o ano novo tailandês, o Songkran ou festival da água, atirando água uns aos outros naquilo que era antigamente um acto de purificação de limpeza para começar um novo ano mais liberto das "sujidades" acumuladas.

A água é essencial para o cultivo do arroz elemento fundamental na vida e no quotidiano dos tailandeses. Os campos alagados são os mais propícios ao desenvolvimento dos arrozais alimento para muitos quer através da alimentação que fornecem quer através do dinheiro que se pode fazer com a sua venda.

A água é também o último dos purificantes quando a vida termina e num funeral um dos rituais consiste em verter água sobre símbolos do falecido.

A água é assim também sinal na morte e sinal de morte pois as inundações que regularmente, dir-se-á todos os anos, acontecem fazem as suas vítimas e este ano estamos a sofrer uma dos piores anos do há algumas décadas. O centro do país (Korat, Pichi, Saraburi, Chayaphum, Nakon Sawan. Lop Buri, Ahyuthia e Suphan Buri) estão fortemente afectadas pelas águas que atingem mais de um metro de altura e parece que o pior estará ainda para acontecer visto as barragens terem atingido a sua capacidade máxima e terem de ser abertas sob pena de rebentarem sendo o caso mais preocupante o da barragem Chulaporn em Chayaphum.

A Tailândia há muito que necessita de um forte investimento na gestão dos recursos hídricos do país pois onde há inundações numa parte do ano há também seca na restante parte do ano.

Ontem o PM Abhisit deslocou-se, primeiro de helicóptero para observar a dimensão da grave situação que se vive neste momento, fundamentalmente na província de Koral, e posteriormente percorreu de barco uma parte da cidade capital da província onde por exemplo um hospital com mais de 1.000 doentes, alguns em estado crítico, está totalmente isolado só sendo acessível por barco. Uma grande operação está neste momento em curso para tentar transferir os doentes por um lado e para fazer chegar quer os técnicos de saúde quer mantimentos por outro de modo a amenizar a eminente catástrofe.

Em Bangkok espera-se que nos próximos dias as zonas ribeirinhas, quer do rio Chao Phraya quer dos canais, fiquem inundadas.

A situação é preocupante e a requerer medidas urgentes mas as grandes medidas têm de vir de todos nós que insistimos em destruir o nosso planeta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ambiente e Ma Tha Phut


Ma Tha Phut é um parque industrial situado no Sudeste da Tailândia que é simultaneamente o 8º mais importante conjunto petroquímico mundial.

Tem sido pano para discussões há já muitos anos devido aos alegados casos de intoxicação que os gases emitidos pelas indústrias aia implantadas provocam. O número de casos de diversos tipos de doenças, mortais ou causadoras de lesões profundas, é naquele local superior aos outros pontos do país.

O que se passa em Ma Tha Phut não será muito diferente do que se passa em muitos outros pontos por esse Mundo fora em que a sociedade industrializada vem tratando tão mal o planeta a que chamamos nosso e com o qual deveríamos viver em harmonia.

Há um ano atrás uma organização não governamental conseguiu que o Tribunal decidisse, na sequência de um apelo que fizeram, colocar um travão em mais 76 projectos que estariam para arrancar na zona.

Após apelo das empresas envolvidas, 11 desses projectos receberam luz verde mas 65 foram declarados não compatíveis com as necessidades de protecção ambientais dentro dos limites da razoabilidade.

Nessa altura ouviram-se as vozes de alegria dos residentes, muitos com graves problemas de saúde possivelmente causados pelo ambiente onde se vêm forçados a viver, e vozes de desagrado dos empresários, donos dos projectos e de autoridades que clamavam que tal decisão iria colocar um obstáculo ao crescimento da economia do país e seria uma machadada no já tão mal tratado apelo ao investimento estrangeiro a primeira fonte de emprego qualificado na Tailândia.

Abhisit colocou-se na posição possível de tentar encontrar uma solução para o problema que a economia do país enfrentaria e a necessidade de atender à situação dos residentes da tão mal tratada área.

Foi nomeada uma Comissão (mais uma no oceano de comissões que tudo estudam e nada concluem), presidida pelo ex PM Anand (também ele um eterno "salvador" das causas difíceis). Passou-se um ano, pouco ou nada foi modificado a não ser uma nova decisão do Supremo Tribunal que "libertou" a maioria dos projectos congelados e Ma Tha Phut vai ver erguerem-se mais torres, mais chaminés, mais fumos e mais poluição quer de solos, quer de águas quer do ar.

Os residentes na zona choravam a sua derrota mas essas lágrimas não serão suficientes para limpar os poluídos solos nem para criar chuvas que possam despoluir os céus.

Como mostra o cartoon de hoje do Bangkok Post, haveria sempre que salvar alguns e Abhisit foi isso mesmo que fez.

domingo, 4 de outubro de 2009

Domingo e o Clima

O dia nasceu cheio de Sol. Ceu azul sem nuvens. Pouco usual para esta altura do ano. Ainda estamos na estação das chuvas e o normal serão nuvens, humidade e aguaceiros que por vezes são fortes.

Felizmente Bangkok não é muito dada a sofrer com as tempestades tropicais que inundam a região e mesmo quando um tufão chega a atingir Bangkok nessa fase já se encontra, normalmente, significativamente enfraquecido.

A Cidade dos Anjos, nome pelo qual é conhecida Bangkok, paraece ter estes a protege-la.

Infelizmente não muito longe centenas de milhares de pessoas sofrem com os desastes naturais que vão acontecendeo mesmo à frente do nosso nariz.

Filipinas, Vietname, Camboja e Laos afectados pelo furação Ketsana e agora debaixo dos ventos fortes do Parma.

Na Indonésia sucessivos tremores de terra deixaram a devastação por todo o lado. A BBC através de um excelente trabalho do seu correspondente, mostrava, aquilo que era possível, do interior da ilha onde tudo desapareceu. Estradas, caminhos e outras infraestruturas desapareceram quer por força das crateras deixadas pelos abalos quer através das grande e devastadores desmoronamentos. Aí os sobreviventes tentavam com as ferramentas caseiras tentar escavar á procura de familiares e ami.gos desaparecidos

Samoa foi palco de mais um tsunami que arrasou as ilhas deixando também a destruição à sua passagem. Muitos destes desastres acontecem em zonas afastadas e de difícil acesso, como o caso de Sumatra, tornando impossível por vezes dar um verdadeira percepção da gravidade do desastre. Se bem se lembram aquando do Tsunami de devastou o sudoeste asiático em 2004 ao início falava-se em centenas de mortos e depois em poucos milhares. Quando a conta final pode ser feita estav-se perto dos 300.000 mortos.


Na Índia são hoje notícia inundações que deixam centenas sem vida na primeira contagem sobre a calmidade.

Esta semana em Bangkok reuniram-se as Nações tentando encontrar pontos de acordo para a cimeira de Dezembro em Copenhaga que se irá debruçar sobre as mudanças climatéricas. Depois de Bangkok, e em Novembro, Barcelona acolherá nova ronda de negociações que se esperam produtivas e capazes de dar respostas. Outro dia um cartoon de um jornal local titulava, mostrando vitimas a serem arrastadas por uma corrente de água, é fundamental passar das conversasões às acções.

É essa a tarefa do Mundo e a Ásia tem de ter uma palavra muito importante a dizer visto ser, neste momento, o continente mais afectado pelos desastres naturais.

Naturais mas em grande percentagem causados pela nossa negligência em tratar este Mundo em que vivemos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Frio

As alterações climatéricas vão fazendo as suas partidas e até na Tailândia está realmente frio não só o frio que se faz sentir nas montanhas no Norte onde as temperaturas rondam os zero graus, mas em Bangkok é aconselhável, especialmente à noite, usar um agasalho.

Pela primeira vez desde que aqui estou tenho sentido frio. No Sábado jantei com uns amigos portugueses á beira do rio, e estava aquilo que se pode chamar "um briol" com uma brisa sobre a água que deveria trazer a temperatura para uns meros 12-15º.

A minha amiga tiritava de frio ainda que envolta numa pashmina e o outro amigo, para sorte dele com um casaco, teve de virar a gola para cima para se proteger.

Assim está esta cidade onde em 2006 a temperatura mais baixa registada foi de 19º.

Os efeitos das alterações climáticas manifestam-se por todo o lado como pode ser observado por todos em Portugal e no sul da Europa na semana que passou.

Aqui ficam algumas fotos do Frio.

Tailândia



Madrid


Portugal


Itália



Porto de Marselha