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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Viva España

A Espanha sagrou-se ontem, com todo o mérito Campeã Mundial de Futebol dando continuidade a um trabalho que vem de longe desde o tempo que foi campeã de sub-20 e depois Europeia.

Ontem no onze principal só mesmo no final actuou um jogador, Torres, que não joga em Espanha ao contrário da maíoria dos países que têm as suas selecções formadas por imigrantes cada um habituado a um estilo diferente de futebol. Para mim uma das razões do exito.

Outro homem muito importante Vicente del Bosque. Dom Vicente é o mais velho treinador a sagrar-se campeão mundial e é um exemplo de modéstia. Raramente se ouve falar para a comunicação social. Sempre concentrado no seu trabalho e nos cuidados aos seus meninos.

E o Paul safou-se da grelha ou de ser comido a la Gallega.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Modernidades

Em tempo de Campeonato do Mundo e de tanto apelo à introdução de alguma tecnologia que auxilie os 8 olhos dos árbitros em campo este cartoon hoje publicado no The Nation merece aplausos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sétimo Céu

Estar fora faz olhar para "dentro" com outros olhos e é sempre uma alegria, uma emoção quando vemos o vermelho e verde da bandeira e das cores de Portugal a fazerem as manchetes na comunicação social.

Os dois jornais de língua inglesa na capital trazem curiosamente o mesmo título para falar sobe a inesperada goleada da selecção portuguesa contra os norte coreanos – Seven Heaven, assim titulam quer o Bangkok Post quer o The Nation.

As páginas dos jornais, incluindo os de língua tailandesa trazem todos na primeira página destaques com o "feito" da Selecção e sempre com a referência ao 7 que é o número de Ronaldo muito conhecido por aqui fundamentalmente pelo seu trabalho no Manchester United. Os tailandeses são grandes aficionados do futebol e todos os jogos do campeonato inglês são transmitidos em directo pelos vários canais de desporto pelo que os jogadores ingleses e das equipas da "premiership" ganham enorme popularidade.

Por outro lado os patrocinadores de variados produtos que apoiam o seu marketing nas imagens de jogadores de futebol estão bastante activos no mercado tailandês e existem por todo o lado promoções de produtos com as caras dos craques a actuar na África do Sul e Ronaldo é um dos que tem uma das maiores fatias nessa publicidade.

Muitos dos metros de superfície têm o seu exterior decorado com a fotografia de Ronaldo publicitando uma marca de "shampoo".

Muitas foram as mensagens de felicitações que ontem recebi pela "cabazada" da Selecção o que é sempre um motivo de orgulho e regozijo.

Esperemos agora pelo Brasil para ver a consistência da equipa nacional.

A única coisa que me preocupa agora é pensar que os Estados Unidos vão por certo requerer a nossa astúcia para resolver os problemas que têm com a Coreia do Norte.

domingo, 23 de novembro de 2008

Enquanto


Enquanto esperamos pelos desenvolvimentos sobre a "marcha final" do PAD que até agora nada produziu, Bjorn Borg e John MacEnroe defrontaram-se ontem em Bangkok naquilo que é mais um exemplo desta cidade a que uns querem "deitar fogo" e outros querem é levar uma vida normal.

Felizmente que a cidade é suficientemente grande para acomodar todos estes e muitos outros que querem fazer aquilo que muito bem entendem. Na realidade a grande maioria dos residentes nesta metrópole está totalmente alheada, para não dizer, enfastiada, farta, destes amarelos, encarnados e outras cores para se dar ao trabalho de os escutar.

Borg o vencedor de 11 torneios do Grand Slam, só suplantado por Sampras e Federer, perdeu num, encontro exibição fortemente disputado, por 7-6 7-5 mas ambos deixaram um perfume daquilo que é o ténis de grande classe em Bangkok.

Entretanto ...... outros devem estar a perder o Domingo em actividades até agora sem nunhum sinal de Dia D ou qualquer outra letra com importância.

Está mesmo bom é para uma soneca ou qualquer exercício ao ar livre.

Assim se passa o fim de semana em Bangkok

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Fazer parte da História




Este fim de semana estive em Singapura, daí a falta de escritos, mas também nada de muito relevante aconteceu aqui na Tailandia a não ser o facto de o novo PM ter tentado fazer um fim de semana normal e foi perseguido permanentemente pelas pessoas a apupá-lo e teve de recolher a casa.

Estive naquilo que foi já considerado um dos mais espectaculares Grande Prémio da Formula 1 e, como dizia o bilhete, "Be Part of History". Os circuitos urbanos tem a vantagem de transformar toda uma cidade, neste caso país, numa mega festa como aconteceu este fim de semana em Singapura. Foi estimado que só para o GP vieram a Singapura cerca de 60.000 estrangeiros, de todo o mundo para assistir àquilo que foi o primeiro GP nocturno da história da Formula 1.

E que Grande Prémio! Teve todos os ingredientes desde os treinos livres de Sexta e Sábado até à qualificação de Sábado e depois à corrida.

O tempo esteve magnifico, com temperaturas sempre a rondar os 30 graus e humidade a cerca de 65-75% o que é normal para Singapura. Interessante que quando aterrei na Sexta de manhâchovia copiosamente e essa mesma chuva só voltou a aparecer no momento em que apanhei o táxi para o aeroporto para apanhar o voo de volta. Todo o tempo em Singapura fui brindado com sol e bom tempo.

Na Sexta nas duas sessões de treinos livres pode ver-se a fácil adptaçao dos Renault à pista pois ambos realizaram excelentes tempos com Alonso a ser o Mais rápido na primeira sessão só suplantado por Hamilton na segunda. Nos treinos livres de sábado de novo Alonso o mais rápido com também boas prestassoes dos Williams e Tora Rossa. Começa a qualificação e a primeira surpresa é o facto de Piquet falhar a primeira selecção e quedar-se pelo 16º lugar. Segunda qualificaçao e o motor de Alonso, o grande herói da véspera pára, ficando o antigo campeão do Mundo relegado para o 15º lugar. Hamilton só mesmo no cair do pano consegue segurar o 10º lugar que lhe abriu a porta à terceira sessão e Kovalainen, esteve também com um pé de fora até ao ultimo minuto. Nos últimos 15 minutos da qualificação, Massa e Hamilton protagonizam um duelo até ao cair da bandeira acabando por ser o ferrarista o mais rápido.

O ambiente em toda a cidade era o de estarmos numa festa gigante. Por todo o lado havia bandas, palcos, espectáculos e para quem conhece Singapura, quieta, calma, mesmo monótona, ficava espantado com tanta festa, tanta alegria.

Domingo tudo convergia para o Circuito da Marina onde íamos assistir ao primeiro Grande Prémio Nocturno da história da Formula 1, e que corrida! Numa pista dita pelos pilotos extremamente difícil (Hamilton dizia que uma volta aqui era como duas no Mónaco) mas ao mesmo tempo extraordinariamente competitiva assistiu-se a um GP cheio de drama do principio ao fim. A Ferrari parecia ter tudo controlado até ao despiste de Piquet (mesmo à minha frente) e à primeira entrada do Safety Car que veio a baralhar tanta coisa. Idas às boxes em tempos errados, arranque do Massa extemporâneo mas sem culpa para ele pois não havia lolipop na frente do carro, o que lhe causou o problema do tubo de reabastecimento e a quase colisão com Trulli que lhe valeu uma penalidade até ao despiste final de Raikonnen que atirou a Ferrari para o segundo lugar na classificação dos construtores.

A pressão é tão grande sobre todos que equipas como as da Formula 1 que gastam milhões em pormenores para que tudo corra bem, cometem erros infantis como os que vimos em Singapura.

Às vezes os brasileiros dizem que Deus é brasileiro mas na noite de Domingo isso não aconteceu. Piquet, desfaz o carro contra as barreiras do Marina Granstand, na mesma volta o motor do carro de Barrichelho apaga-se e pouco depois Massa tem o pit stop porventura mais desastroso da sua carreira e terminou para ele ali o GP.

Acabou por vencer Alonso, merecido pelo que fez na primeira e terceira sessao de treinos livres, segundo Rosberg, que durante grande parte do circuito era o homem mais rápido em pista e só não ganhou por causa da penalidade de 10 segundos que recebeu (mais um erro da equipa) e terceiro Hamilton, o único dos favoritos que não cometeu erros e por isso esteve sempre "por ali" esperando colher os frutos da sua condução segura.


A conclusão é que Singapura, como se dizia ontem, foi o grande vencedor, e se bem que existem coisas a corrigir como os protectores na chicane e alguma ondulação em partes do circuito, 95% correu de forma exemplar e pude mesmo constatar a capacidade que têm de aprender e corrigir os defeitos que encontram pois assisti a benefícios visíveis e importantes introduzidos de Sexta para Sábado e posteriormente para Domingo.

Parabéns e foi bom "To Be Part of the History"