
Já por várias vezes falei do sistema de justiça tailandês, fundamentalmente criticando a sua ineficácia e morosidade.

Já por várias vezes falei do sistema de justiça tailandês, fundamentalmente criticando a sua ineficácia e morosidade.
Na caminhada para o dia 26 de Fevereiro, o dia do julgamento sobre os bens da familia Shinawatra, os boatos e contra boatos vão crescendo mas os militares parecem levar a sério as ameaças de que os “vermelhos” farão marchar sobre a capital mais de 1 milhão de apoiantes do ex PM, e começaram já, activamente, a prepararem-se para essa possível mega manifestação.
Como já muitas vezes referi as relações entre o Camboja e a Tailândia ao longo dos séculos nunca foram boas embora a história e a cultura dos dois povos se misture em muitos aspectos.
O assunto estava em banho maria já que havia outros mais importantes para que as forças em disputa na Tailândia se preocupassem com as relações na fronteira.
Abhisit com alguma elegância, hoje, respondeu que não tinha medo das maldições lançadas por Hun Sem e que o que o preocupava era verificar se não havia violações do território tailandês. Mesmo assim à cautela lá recebeu um amuleto que um monge de Roi Et lhe foi levar ao gabinete.



Vem hoje no The Nation in artigo de opinião do seu sub-director acaerca do “Golpe”.
Os movimentos de tropas. Não só o caso dos tanques alguns dias atrás na capital mas o reforço da 11ª unidade, sediada na grande Bangkok, com equipamento proveniente de unidades da província. O aparecimento do General Prem em uniforme militar após 4 anos sem o vestir, dizendo ele que era um sinal para mostrar às tropas que “estamos prontos”. Os repetidos e continuados movimentos de apoio ao General Anupong que vão acontecendo “espontâneamente” em várias unidades ao longo do país. O discurso do Rei aos Juízes elevando o seu moral e fazendo-os senhores do cumprimento do seu dever de defender o país.
O Exército desdobra-se em acções para tentar demonstrar que os detectores de bombas que comprou são adequados depois de no Parlamento um Deputado ter directamente acusado os militares de algo de errado ter acontecido na compra dos GT200 por um preço três vezes superior ao do seu valor de mercado.


As confusões no campo militar com permanentes desmentidos sobre golpes e contragolpes está agora acrescida devido a um novo escândalo que surgiu com a compra de detectores de explosivos, utilisados no Sul, que se mostram completamente ineficientes. Ontem no Parlamento um Deputado, sem que tivesse sido contestada a sua afirmação, disse que o exército os tinha comprado por um valor três vezes superior ao valor de mercado e que por certo alguém, no exército, teria ganho com a compra. Silêncio total.
Há poucos dias veio a lume que o edifício onde se encontra o Comando do exército teria sido alvo de um ataque vindo do exterior que ocasionou a explosão de uma granada M79.
Embora Anupong tivesse negado o acontecido, como Abhisit disse que tinha havido um ataque, o General instruiu o Coronel Sansern Kaewkamnerd para convocar uma conferência de imprensa para dar a conhecer a versão oficial.
Acontece que este ainda trouxe mais confusão para a situação dizendo que os soldados que montavam guarda ao Comando não notaram nada de anormal nessa noite nem ouviram algum barulho na manhão seguinte. Um perito em explosões disse que poderia ter havido uma explosão, repito usou a palavra “poderia”, mas que não podia confirmar de que tipo e de onde eventualmente teria ocorrido.
É caso para perguntar que tipo de explosivos são utilisados pelas forças armadas tailandesas que não se fazem ouvir nem memso aos ouvidos de soldados profissionais como os que patrulham o edifício do Quartel General?
Sansern disse depois que de facto teria ocorrido uma explosão mas numa sessão de exercícios perto do escritório de Anupong, mais disse que não sabia porque é que o exército não tinha levantado um inquérito para averiguar desse facto, e mantido o silèncio durante dias. O local continuou selado à comunicação social e todos parecem embaraçados com a confusão reinante. .
Entretanto foi feita uma busca a uma casa do General Khattyia, sem mandado e sem a presença deste, reclama o General, e a um dos seus adjuntos onde foram encontradas armas, logo fotografadas pela comunicação social, convocada para acompanhar as buscas, mas posteriormente o Comadante Interino da Polícia veio dizer que não podia ser estabelecida nenhuma relação entre as armas encontradas e o “incidente” no Quartel General. Saeh Deang, como é chamado Khattyia, desmente os factos mas da sua forma agressiva sempre ao ataque dizendo que isto não é mais do que uma luta entre ele e Anupong e que o Comandante perderá.
Ontem, e pela primeira vez, a UDD levou a cabo uma manifestação junto à sede do Conselho Privado do Rei acusando, novamente, Surayud, e agora também o General Prem, de violarem a lei e serem protegidos pela prática da política de “dois pesos duas medidas” que serve a elite no poder.


são os factos. A acusação da investigação refere-se unicamente ao facto de a casa estar situada num local reservado somente para os beneficiários da Lei de 1975 e seus herdeiros.