terça-feira, 4 de maio de 2010

Ramos-Horta sobre a Proposta

O actual presidente de Timor-Leste e prémio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, esteve recentemente em Bangkok numa visita de três dias.

Ramos-Horta preparou bem a visita antes de chegar pois foi uma das vozes que se fez ouvir sobre uma possível mediação para o conflito tailandês. A visita tinha na agenda outros pontos, como os interesses da PTT na exploração de petróleo em Timor, mas com a sua habilidade política conseguiu criar algum eco para a sua intenção de aparecer como uma voz no meio do conflito.

Falou lembrando a sua qualidade de Nobel da Paz e de homem de consensos e conseguiu ter o eco da comunicação social.

Timor-leste é candidato a ser o 11º estado membro da ASEAN e no ano passado visitou Bangkok, na altura em que a Tailândia era o presidente em exercício da associação, para garantir o apoio. Agora tentou ganhar posicionamento político quer no sue país quer no seio da ASEAN visto que tudo isto aconteceu no mesmo momento em que outros países, Camboja, Filipinas e Indonésia estavam a diligenciar junto do secretário-geral, Surin Pitswan, a convocação de uma reunião a nível de ministro, para discutir a situação na Tailândia.

Isso levou mesmo o Ministro Kasit a Jakarta para falar com o seu colega Indonésio e com Surin para dissipar essa ideia onde aproveitou também para falar contra as interferências na política interna da comunidade diplomática sediada em Bangkok, facto que o levou na semana passada a acusar "um grupo de diplomatas" de disseminar falsa informação sobre a família real entre outras acusações.

Ramos-Horta conseguiu a sua "caixa jornalística" e chegado agora a Díli fez emitir um comunicado á imprensa onde se congratula pelo programa de reconciliação apresentado por Abhisit.

Afirma-se nesse comunicado que "fiquei ciente, depois do meu encontro com o PM, que este estava determinado a encontrar uma saída para a crise". Ramos-Horta coloca-se assim no meio da situação afirmando ter discutido o assunto com Abhisit. Para que não "caia" para um lado acaba o comunicado por felicitar Abhisit pela sua serenidade e firmeza e também os Camisas Vermelhas (Red Shirts no texto) pela bravura e contenção da sua luta.

Sem comentários: