domingo, 25 de abril de 2010

Silom há 5 Minutos

Quem vem de Chong Nonsi e entra em Silom passa por um verdadeiro arsenal militar com equipamentos de todo o tipo e militares de sobra. Chega-se por volta da rua Convent e passa a dominar a polícia embora até à intersecção de Thanya ainda se vejam alguns militares.

Arame farpado, algum já ferrugento, em quantidade que faria a felicidade de muitos sucateiros.

Chega-se à intersecção com RamaIV e a presença da Polícia é feita básicamente através de uma companhia estacionada na esquina do Hotel Dusit Thani e de um carro celular, a fazer uma barreira de protecção em relação à Vermelhândia. Ontem à noite eram três os carros ali estacionados.

Do outro lado entra-se noutro território e os vermelhos alargaram e fizeram subir a barricada. Avançou até ocupar uma faixa de rodagem da Rama IV e subiu à altura de um segundo andar.

E assim estamos nestas bandas.

Entretanto em Udon Thaini, na parte norte do Nordeste tailandês, uma coluna da 178 polícias que se destinava a Bangkok foi cercada e impedida de prosseguir pelos vermelhos. Quem pensa, como parece ser o caso do governo, que a questão é somente relativa a um grupo que se manifesta em Bangkok está enganado pois os incidentes no resto do país são diários.

Neste momento que estou a escrever estão a acontecer explosões, som de disparos, parece-me que da zona Silom-Rama IV, mas não sei do que se trata. Só ouço o barulho.

Acabei de saber que o barulho das explosões não veio de Silom mas de várias granadas que foram lançadas por um helicoptero junto ao prédio Maneeya em Rajaprasong.

2 comentários:

On d move disse...

O exercito e a policia acabam de retirar do cruzamento entre a Sukumvit e o Soi 22.
O exercito usa motos para deslocar os seus militares, dois por moto e armados com M16, Shoot Guns e equipamento anti-motim. O número total de militares, concentrados neste cruzamento, ultrapassou largamente as duas centenas.
Durante o período de cerca de duas horas em que permaneceram no local, fizeram várias detenções. Em conversa com alguns locais foi possível saber que os militares estavam a pedir a identificação de todos os Thais presentes na zona.
Um pequeno grupo de comerciantes locais manifestou-se ruidosamente contra a presença dos militares e em apoio aos Red Shirts.

Nuno Caldeira da Silva disse...

Obrigado por esta coloboração inesperada