domingo, 1 de novembro de 2009
European Higher Education Fair
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
As cores são uma constante na política tailandesa e como sabem há uma constante referência às camisas amarelos e às camisas vermelhos e esporádicas aos outros, os azuis, os verdes e os em caqui.Há dias um dos colunistas do The Nation, por acaso bastante anti-thaksinista, Thanong KIhlantong escrevia um artigo, que aqui fica, e onde fazia uma análise da relação do Primeiro-Ministro Abhisit e as várias cores em cena no país.
A páginas tantas e depois de ir anotando a reacção a cada uma das cores dizia que o “amarelo era ainda a menina dos olhos do PM mas que ele sabe que o seu sistema imunológico não pode tolerar isso por muito mais tempo”,
Ao ler o artigo vê-mos que os fantasmas que assolam a Government House não são só vermelhos como muita gente julga e por vezes os de outras cores são mais perigosos visto não actuarem de frente para o inimigo sendo por isso mais letais.
Ontem Abhisit, numa, ou em mais uma, cartada escusada, decidiu ser o convidado de honra do lançamento de um novo jornal pertencente ao líder do PAD, e agora Presidente do Partido da Nova Política, Sondhi Limthongkul, e recebeu da mão do filho deste Jittanart as devidas honras.
Quando mais de dois terços da população do país rejeita quer amarelos quer vermelhos e no momento em que o PM é acusado de só se preocupar com os problemas em redor de si, é mais um tiro no pé que vai dando e desta forma ajudando aqueles que o criticam. Não admira assim que na sondagem ontem vinda a lume feita pela Assumption University, Thaksin tenha ultrapassado Abhisit em popularidade, inclusive em Bangkok onde pela primeira vez lidera por dois pontos.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cimeira da ASEAN
O sempre presente ausente Thaksin tem tido mais linhas nos jornais nos últimos dias que o Primeiro-Ministro Abhisit Vejjajiva.Abhisit deixou-se enredar na teia que lhe foi montada por aquele e por Hun Sen, o PM cambojano e “amigo do coração” do ex PM tailandês, e acabou respondendo às provocações de Hun Sen quando teria sido mais inteligente continuar a sua agenda e desqualificar as palavras do líder do país vizinho.
Abhisit poderia ter utilizado parte das declarações de Hun Sem, quando ele se refere ao objectivo de encontrar uma via negociada para o conflito de fronteira, para saudar essas declarações e obrigar a comunicação social a fazer eco dessas e não das que Hun Sem fez referindo-se ao fugitivo ex-PM e que retiraram todo o brilho do primeiro dia da Cimeira da ASEAN.
Chegar ao fim a 15ª Cimeira, que em si engloba outras cimeiras, sem incidentes foi um objectivo conseguido e a Tailândia deve sentir um grande alívio quando a 31 de Dezembro passar a presidência da ASEAN para o Vietname visto tantas terem sido as dificuldades sentidas para realizar alguma coisa.
A Cimeira acabou, todos se sentem felizes mas na realidade vários sinais dão mostra da sua pouca funcionalidade.
A ASEAN Inter-Governmental Commission for Human Rights (AICHR) foi constituída mas as críticas à sua capacidade de acção e à forma como são nomeados os seus membros são muitas. Os estatutos da Comissão não lhes dão grande capacidade de manobra e o seu papel vai-se restringir à divulgação da mensagem da necessidade de observar respeito pelos Direitos Humanos. Os seus membros são na sua maioria funcionários dos governos e o seu orçamento para o ano de 2010 é de 200.000 USD. Contudo é melhor do que nada e deve saudar-se e apoiar-se o seu trabalho.
O tema da Presidência tailandesa era “ASEAN a People Centred Association” e esse objectivo acabou por ter um grande revés, quando pouco menos de 30 minutos antes do agendado encontro entre os representantes da sociedade civil e os líderes dos 10 países, este teve de ser cancelado quando foi anunciado que metade dos estados membros se recusavam a receber os representantes já que os queriam escolher.
Outro ponto negativo foi o facto de 5 dos 10 líderes não terem comparecido à cerimónia de abertura e o Sultão do Brunei ter optado por, em vez de ficar no hotel oficial que o Governo da Tailândia tinha posto à disposição dos líderes, numa casa pertencente a Thaksin Shinawatra.
A cimeira acabou por ficar marcada, no início pela troca de palavras entre Hun Sem e Abhisit e no fim pelo discurso do Primeiro-Ministro japonês (o Japão a par da China, Coreia do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia fazem parte da East Asian Comunity) que lançou o repto para o nascimento de uma Comunidade Asiática, ao estilo da União Europeia, alargada e integrada, onde os EEUU deveriam ter uma palavra a dizer (se bem que referi-se que isso deveria ser discutido posteriormente). Hatoyama anunciou que um bom começo deveria ser a criação de uma moeda única que seria a moeda dominante no Mundo visto as economias asiáticas no seu conjunto suplantam os blocos Americano e Europeu. Abhisit pode agora dormir descansado pois conseguiu terminar a presidência tailandesa em paz, ainda vai ter tempo para receber Obama em Novembro numa cimeira ASEAN-US, a realizar em Singapura, onde poderá, contando com mais umas fotografias, acabar “em beleza”.
Para a história a 15ª Cimeira vai ficar marcada por dois factos: o início da AICHR e a proposta da Hatoyama.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O Dia do Rei Chulalongkorn



A 15ª Cimeira da ASEAN

Inicia-se hoje em Cha-Am e Hua Hin, na costa Oeste do Golfo da Tailândia, a 15ª Cimeira da ASEAN.
Esta é a segunda cimeira que a Tailândia tem de organizar visto esta Presidência ter sido especial e ter demorado 18 meses.
Em final de 2006 os chefes de Estado e de Governo dos 10 países da associação assinaram a sua Constituição e a entrada em vigor em 15 de Dezembro do ano passado, no meio da Presidência tailandesa, fez alterar o ciclo das lideranças.
Como já é sabido as cimeiras, quer as da ASEAN quer as dos seus fóruns ASEAN+3 e ASEAN+6, têm sido bastante agitadas e desta vez o Governo tailandês decidiu quase que construir uma fortaleza à volta do local dos encontros de tal modo que parece estar o país em verdadeira guerra.

As cidades vizinhas onde se vai realizar estas cimeiras estão totalmente cercadas por militares equipados de todo o tipo de material bélico, constantemente patrulhado por caças da Força Aérea e a zona marítima em fronte foi declarada zona proibida á navegação e está patrulhada por um largo número de fragatas e vedetas de intervenção rápida.
No total foram mobilizados 36.000 militares com os enormes custos de salários, horas extras, alimentação, combustível, etc, que lhe estão associados.
Hoje um dos jornais trazia um breve resumo dos custos suportados pelo Gabinete do PM nesta operação.

9 Milhões de Euros a gastarem na recepção aos visitantes
6 Milhões em segurança pessoal incluindo a compra de 20 Range Rover blindados ao preço de 200.000 Euros cada.
625 Mil Euros para montar uma operação mediática que sirva a cimeira.
Todo este aparato de segurança, e todos estes custos, acontece com medo que se repitam os acontecimentos de Abril em Pattaya quando os líderes presentes na cimeira tiveram de ser evacuados à pressa devido à ineficácia (ou cooperação com os manifestantes como muitos dizem) das forças de segurança enviadas para o local que permitiu o avanço dos camisas vermelhas e doutros até inclusívé dentro do hotel onde estavam os Chefes de Governo.

Resta acrescentar que quer os "vermelhos" quer os "amarelos" já anunciaram não ter nenhuma intenção de perturbar a Cimeira. Abisit e o seu Governo já estão tão enfraquecidos que serão sempre vistos como líderes de transição e não como aqueles com quem se pode tomar decisões sobre assuntos bi ou muiti laterais.
A Tailândia estará desejosa de ver chegar o dia 31 de Dezembro altura em que passa a pasta para o Vietname que será o próximo presidente durante o ano de 2010.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Chavalit Yongchaiyuth
O Partido do fugitivo Primeiro-Ministro Thaksin, o Phue Thai, está na ofensiva.Há cerca de duas semanas conseguiram que o antigo Primeiro-Ministro e antigo Comandante Supremo, General Chavalit Yongchaiyuth, aderisse ao partido e desde esse momento o vento tem soprado a favor.
Chavalit é um velho político, 77 anos, com bastante experiência e respeitado por muitos apesar de minimizado pelo partido no poder que dizem estar o General com Alzheimer.
Tanto no Norte como no Sul do país o General é altamente respeitado e tratado pela expressão Pho Yai (e a sua correspondente em malay-pattani), mostrando o respeito que por ele é nutrido. Foi nomeado Comandante Supremo das Forças Armadas tailandesas pelo General Prem, o Presidente do Conselho Privado do Rei, quando era Primeiro-Ministro. É uma voz ouvida junto dos vários poderes existentes no país.
É para muitos considerado o Presidente do Partido (no país visto o de facto ser Thaksin) ao que ele responde que está no partido somente para ajudar e poder resolver a divisão no país. Sempre a palavra-chave para granjear apoio.
Desde a sua adesão já muitos comentários foram emitidos por personalidades do campo oposto incluindo Abhisit e, fundamentalmente, Prem, o homem que nunca fala.
Isso só mostra a atenção que a sua reaparição na cena política merece.
O General Prem acabou mesmo por escorregar na casca de banana e afirmou ter enviado um emissário para dizer a Chavalit que deveria pensar muito bem antes de aderir ao Phue Thai pois isso “poderia ser visto como um acto de traição ao país”. Estas infelizes palavras, confirmadas de viva voz pelo General, que como referi, raramente fala e afirma nunca se meter em política, já lhe valeram duas acusações de difamação e outros crimes, mas fundamentalmente foram um trunfo para Chavalit.
No rescaldo dessas palavras 50 militares, recentemente reformados, portanto com 60 anos, resolveram aderir ao Phue Thai, numa clara resposta a Prem, afirmando que o faziam para defender a unidade no país e o respeito pela Monarquia.
Hoje foi um Deputado dos democratas que decidiu abandonar o partido para se juntar à oposição.
Contudo Chavalit está numa missão de soberania e de liderança. Aproveitando a extrema fragilidade de Abhisit, cada vez mais visto como o ”guarda da quinta” daqueles que o “contrataram” para essa função, o General resolveu iniciar a sua cruzada de Reconciliação.
Ontem foi ao Camboja tendo sido recebido efusivamente pelo seu “grande amigo” Hun Sen e aproveitaram para que este fizesse afirmações de dois sentidos. Sobre Thaksin umas e favoráveis a um entendimento pacifico e negociado com a Tailândia sobre as disputas fronteiriças, outras. Quanto a Thaksin disse para ele vir para o Camboja onde será "recebido de braços abertos" e que ele próprio irá construir uma casa, por certo com o dinheiro dos contribuintes, para o fugitivo ex PM. A sua mulher disse que cada vez que fala de Thaksin lhe vêm as lágrimas aos olhos pois não entende o “que os tailandeses fizeram a quem de eles tão bem tratou”. A conversa desta manhã em Bangkok era estas notícias transmitidas pela televisão, pelas rádios e por todos os jornais como a grande “caixa”. Chavalit conseguiu também obter as afirmações positivas sobre a relação entre os dois países e sai assim vitorioso deste encontro. É importante notar que a partir de amanhã os líderes dos países da ASEAN se vão reunir em Cha-Am/Hun Hin, zona trasnformada numa fortaleza inexpugnavel sob a escolta de 36.000 militares e fortes contingentes de equipamento bélico da marinha e aviação, e Hun Sen chega lá fortalecido e irá falar com Abhisit numa posição de força mostrando que não é com ele que os problemas dos dois países se resolvem.
Continuando esta política externa Chavalit irá para a semana reunir-se com o PM malaio e com o General Than Shwei, o líder da junta birmane, também tentando obter declarações importantes no que respeita aos problemas nas duas fronteiras, Sul e Oeste.
Mas Chavalit não se fica por aqui. Já agendou para a semana uma visita ao Sul do país para discutir localmente as questões do conflito que se arrasta à 5 anos e todos os dias vitima pessoas. Terá ainda um encontro com o General Chamlong, nem mais nem menos do que o co-líder do PAD, falando-se que posteriormente se irá encontrar com Sondhi L. o outro co-líder e agora Presidente do partido político que o PAD fundou.
Chavalit aproveita a falta de liderança que Abhisit demonstra para mostrar ao país, através de actos que fazem as manchetes de todos os meios de comunicação social, quem é capaz de enfrentar e resolver os grandes problemas do país.
O General já afirmou que o seu objectivo é o de conseguir a harmonia dos tailandeses e depois pensar nas questões estritamente políticas como a respeitante à alteração da Constituição que tem sido o grande cavalo de batalha de Abhisit nos últimos dias. Essa batalha tem eventualmente o objectivo de fazer esquecer a profunda confusão que arranjou na Polícia. Esta corporação está profundamente enfraquecida e a perder respeitabilidade pelo facto de não haver novos comandos nomeados desde o dia 1 de Outubro. Os que estão são interinos e os que deveriam estar ainda não foram nomeados e acontecem agora, todos os dias, casos em que os subordinados não respondem às ordens, visto não reconhecerem a liderança que as dá.
O Velho Leão como muitos lhe chamam veio avivar a luta política no país, fazê-lo com estilo e com a experiência que um PM deverá ter e vê-se que sabe muito bem todos os movimentos que estão em curso no país. Espera-se agora a resposta do partido no poder mas para já a única coisa de que os democratas foram capazes foi ter Shutep avisado que se Thaksin entrasse no Camboja seria activado o processo de extradição, o que não é novidade pois isso já foi dito umas centenas de vezes. Não é em si um facto político e para que a Tailândia consiga a extradição é necessário que o Camboja active de igaul modo esse mecanismo o que a avaliar pelas palavras de Hun Sen nunca será feito.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Reconciliação
Abhisit quando apresentou o programa de governo, um dos principais pontos que estabeleceu como objectivo da sua governação foi o de reconciliar os tailandeses divididos e desavindos entre os campos, amarelo e vermelho.
Na realidade desde meados de 2005 que se vem notando uma profunda e crescente divisão entre as gentes da província e as elites urbanas.
O problema não se põe tanto em estritos termos de classes sociais, como seria na Europa, mas na diferença entre aqueles que lutam por 100 bath por dia e aqueles que gastam mais do que isso cada vez que vão a um Starbucks beber um café.
Aqui há meses realizei uma missão ao nordeste do país onde tive a oportunidade de contactar com todos os espectros da sociedade e é clara a diferença existente entre aqueles que lutam pelo arroz do dia e os outros. Houve algumas perguntas que fiz a todos de modo a testar o conhecimento que teriam de certos temas como Direitos Humanos e o conflito no Sul da Tailândia. Dos “eruditos” obtive respostas mais ao menos decalcadas de um qualquer jornal, por vezes ainda com a cor do redactor agarrada às palavras do meu interlocutor. Dos “incultos” (usando a linguagem do PAD) ouvi indiferença, desconhecimento pois ou seus pensamentos estavam quase sempre centrados em coisas locais e que lhes são próximas.
A Tailândia está profundamente divida entre estes dois grupos e obter a reconciliação dos seus interesses é uma tarefa de grande monta.O atitude das “gentes de Bangkok” profundamente distanciadas das populações em nada ajuda. Recorde-se que o último Primeiro-Ministro a visitar o Nordeste foi Thaksin Shinawatra (só agora Abhisit foi a Buriram – escoltado pelos guardas de Nevin - e a Ubon, Yasothon e Amnat Charoen, sempre de helicóptero entre cada cidade). recorde-se que depois de Thaksin já houve Surayuth, Samak (já agora correm rumores de que terá morrido) e Somchai antes de Abhisit chegar ao poder.
A atitude da burguesia urbana classicista, discriminativa e racista (os da províncias são escuros e os das cidades brancos) foi sempre aproveitada, e aprofundada pelo PAD quando proclamavam através da sua “Nova Política” que os compatriotas do campo não dispunham de educação suficiente e se deixavam comprar nas eleições e, por isso, não poderia haver um Parlamento 100% eleito. Refira-se que há dois estudos, um conduzido pela Universidade Assumption e outro pela The Asian Society, que mostram que hoje em dia os eleitores recebem dinheiro de todos os partidos, inclusive dos Democratas, e depois votam e plena consciência. Será que se pode exigir a uma pessoa que luta pelos tais 100 bath (2,1 Euros) por dia para comer que rejeite as notas de 100 ou 500 bath que todos os Partidos lhe estendem? Interessante é que nunca se ouviu nenhuma dessas vozes da cidade propor um plano dotando mais fundos para “educar” as pessoas que eles julgam não educados.
O Mundo está cheio de exemplos onde as eleições mostram a grande sabedoria dos eleitores. Quando se julga que um povo vai voltar de esta ou daquela forma por norma acaba por se obter resultados que mostram uma grande capacidade de entendimento daquilo que são as capacidades dos candidatos pelos votantes. Já estou a ver todos a vasculharem nos arquivos de memória os muitos exemplos contrários ao que digo, e por certo terão razão, mas esta é a minha convicção.
A sabedoria do povo feita e cimentada através do seu viver diário e do pragmatismo, porventura recebido do facto de lutar pela vida dia a dia, acaba por ser prevalente na formação das consciências cívicas que nós, citadinos, burgueses, sempre acomodados, consciente ou inconscientemente julgamos deverem merecer algumas lições de nós.
A Reconciliação nacional é o tema de todos os políticos em Bangkok até porque sabem que as palavras soam bem e ganham simpatia e melhor ainda não são atacadas mas as acções ficam sempre para amanhã.
Contudo na província as acções são para hoje e começam a despontar um pouco por todo o lado iniciativas que visam juntar amarelos e vermelhos à mesma mesa para de uma forma correcta dirimirem as suas disputas. fala-se de vermelhos e amarelos visto serem hoje em dia os símbolos dos dois campos que se opôe ainda que por vezes exista um total incoreecção na identificação dos motivos e objectivos detrás dos dois grupos. Ou muito me enganao ou ainda os irei ver juntos em Bangkok.
Desde Korat, a Ubon, a Chiang Mai, para só citar alguns, e agora Phayao surgem essas iniciativas do “povo inculto e deseducado” qual professor dos “ilustres urbanos”. Neste encontro no Norte as camisas mudaram de cor e o vermelho e o amarelo só são visiveis na parede.Como há quem diga em Portugal: 20 valores.
sábado, 17 de outubro de 2009
Chiang Mai
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ainda Mariza
John Clewley, o jornalista que tem uma coluna no Bangkok Post chamada “World Beat”, voltou a escrever sobre o concerto de Mariza no passado dia 8 em Bangkok e parte do Festival de Música e Dança da capital tailandesa.Tinha sido o mesmo autor que há três anos tinha dito “One of the best concerts I have seen” (lembro-me de ter lido não um dos mas o melhor) e agora repete a frase afirmando que o do dia 8 “was even better”.
Por vezes temos, em Portugal, uma noção um pouco restrita daquilo que são as conquistas conseguidas no estrangeiro por artistas com o peso de Mariza e outros lutando por dar a conhecer a nossa cultura e os nossos valores e muitas vezes sem a pompa promocional que outros paises conseguem produzir.
Na passada Sexta-feira tive um jantar em casa do Embaixador Belga na capital e, como o tinha visto no concerto, perguntei-lhe se tinha gostado do espectáculo. Para meu espanto afirmou-me já ter visto a Mariza actuar ao vivo 6 vezes e que tem todos os seus discos, fazendo-me corar pois eu só a vi duas vezes e tenho uns meros 4 discos.
Mariza conquistou as gentes de Bangkok e só é pena que os discos dela não estejam acessíveis ao público aqui.
Vale a pena dar uma vista de olhos sobre o artigo do Bangkok Post que aqui fica.
Também o The Nation relatava hoje, sobre o concerto do dia 8, num artigo intitulado Fado's Beating Heart e a alturas escreve Michael Smithies que - os espectadores vêm "comer-lhe à mão" devido a forte personalidade e ao encanto de Mariza - Fala igualmente da magia da cantora ao ter conseguido transformar a enorme sala de espectaculos de Bangkok numa pequena Casa de Fado (taberna como ela lhe chamou), onde todos couberam e viveram Lisboa por uns instantes.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Rumores e mais Rumores
A falta de informação é a maior amiga do Rumor.Os Rumores alimentam todo o tipo de mentes sejam elas as mais esclarecidas seja, elas as mais influenciáveis.
A capital está cheia de Rumores.
Nada de anormal já que por exemplo Rumores sobre golpes de estado são mais frequentes que os próprios golpes tão frequentes que já poucos lhes ligam.
Não deve haver nenhum mês em que não passe pela cabeça das pessoas, e porque são induzidas através dos rumores, que um golpe está para sair à rua. Uma vez que também embarquei num dessas rumores, ou boatos numa linguagem mais vulgar, disse a uma amiga minha que tivesse cuidado visto estar eminente a saída dos militares para as ruas ao que ela me respondeu que se eram os militares era o Rei e por isso estava descansada.
O que ela me disse é para além de tudo um sinal do conforto que o Rei transmite ao seu povo que muito o ama.
Mas os rumores desta vez são sobre a saúde do próprio Monarca o que põe milhões de corações ansiosos.
A estadia de Sua Majestade no hospital é a mais longa que a maioria das pessoas tem memória. Em 2007 esteve hospitalizado durante 25 dias na sequência de um pequeno problema cardíaco mas desta vez está hospitalizado há já cerca de 1 mês e os boletins que são diariamente emitidos pelo seu Secretariado são de alguma forma pouco elucidativos.
Ontem a Bolsa caiu mais de 4% e hoje voltou a baixar 2% sendo que um dos títulos mais penalizados foi o do Siam Commercial Bank, um banco cujo maior accionista é o Crown Property Bureau. Tal facto foi claramente assumido por jornais de língua tailandesa como um sinal de preocupação sobre a situação no país e o Presidente da Bolsa teve de vir esclarecer que tal não era justificavel.
O papel inigualável que o Rei conseguiu junto do seu povo ao longo de mais de 60 anos de reinado, faz com que qualquer pequeno problema ao seu redor seja sentido pelo país de uma forma intensa como o demonstram o já cerca de meio milhão de assinaturas nos livros que estão à disposição no hospital onde se encontra para que cada um possa desejar as melhoras ao reverendo Monarca.
Será importante que o Royal Household Bureau consiga mostrar rapidamente ao país que os cuidados médicos ministrados ao Rei estão a resultar e que ele está a ganhar forças para de novo poder acenar com carinho ao seu povo.
Como Bangkok é Grande!
Anteontem dizia-me uma amiga que vive na zona leste de Bangkok, para ter cuidado ao guiar pois a chuva era torrencial e tudo à sua volta estava “debaixo de água” o que a impedia de sair de casa.Respondi-lhe que onde me encontrava nem sequer chovia embora mais tarde tal tenha acontecido.
Na realidade choveu bastante mas nada que “fizesse parar o trânsito” aqui no centro da cidade.
Acontece que desde essa altura tem continuado a chover com profunda intensidade ali na zona leste se bem que noutras áreas o tempo esteja calmo.Ontem pela tarde o tempo aqui no centro era mesmo extremamente bom com o céu limpo, azul e uma brisa ligeira. Atravessei a pé todo o parque Lumpini, mesmo ao lado do escritório, e o clima era mesmo de Primavera.
Estamos no mês onde é natural haver cheias em Bangkok mas essas cheias são normalmente devidas ao facto do Chao Praya, o rio que banha a capital, sair das suas margens por força de dois elementos que se conjugam em paralelo. Vir cheio do Norte devido ao acumular das águas das chuvas e a maré do Golfo da Tailândia atingir o seu ponto mais alto tornando mais dificil o fluxo das águas para Sul.
O Governador de Bangkok já encomendou uns milhões de sacos de areia que estão a ser colocados nos pontos mais sensíveis ao longo das margens do rio para obviar à situação. Agora o que o Governador de Bangkok não estava por certo a contar é que teria de arregaçar as calças para andar na zona de Srinakharind onde há três dias consecutivos a água tomou conta das ruas.Hoje um jornal trazia uma fotografia muito engraçada que mostrava uns garotos, a brincarem na água, como é normal nestas situações, mas estes estavam à pesca de peixes e mostravam já uma das suas capturas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O Dia da Polícia
Comemorou-se ontem em Nakhon Phatom, a Oeste da capital, o Dia Nacional da Polícia mas as comemorações de ontem tiveram uma particularidade bem demonstrativa do momento que a corporação atravessa.Os cadetes e outros oficiais desfilaram numa parada como sempre acontece nestes dias. Para assistir à parada por norma deverão estar os oficiais de maior patente a começar pelo comando da corporação.
Com a confusão que tem havido desde o início de Agosto na guerra das polícias, como aqui já se chama, acontece que não foi ainda aprovada a lista das nomeações para os diferentes sectores.
Todos os anos, no dia 1 de Outubro, entra em vigor a lista das promoções e das novas funções para os três ramos militares e para a polícia, Todos os que atingiram os 60 anos de idade passam compulsivamente à reforma e são reorganizados os organigramas funcionais das forças de segurança preenchendo-se as vagas e procedendo-se às promoções de patente.
Este ano, e pela primeira vez na sua história de mais de 100 anos, a parada não teve na tribuna os comandos visto muitos já se terem reformado e os novos ainda não foram nomeados.
Quem presidiu foi o comandante interino, que tem mesmo esse carácter de interino pois neste momento é mais que seguro que não será o nomeado para assumir a posição depois de já ter sido derrotado, ele e Abhisit, por duas vezes. Igualmente não esteve presente, como é hábito, o membro do governo que tem o pelouro da corporação que neste caso seria o Ministro do Interior, Chaowarat e/ou eventualmente o Vice-Primeiro Ministro Suthep, encarregado das questões de segurança, e tal compreende-se visto ambos terem votado sempre contra o General Prhateep.
Uma força que se quer forte e coesa está neste momento, fruto da luta política em volta de quem tem mais poder para nomear o “seu” candidato, enfraquecida e insegura.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Terreno Instável


Dizia-me o meu amigo, que já referi, ao almoço: Abhisit é demasiado inglês (recorde-se que nasceu em Inglaterra e foi educado em Eton e Oxford) para ser PM na Tailândia e demasiado tailandês para ser PM em Inglaterra. Será por isso que ontem Abhisit recebeu o seu novo carro, um Range Rover blindado, feito no seu país natal?
Abhisit segue o seu caminho, só, embora amparado por todos, para que não tropece, enquanto os velhos políticos e o país, como aqui se relata, seguem fazendo as suas negociatas e mantendo inteiros os seus interesses que, se bem que possam parecer diferentes, são na realidade muito semelhantes.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Voz Portuguesa

Uma pequena nota sobre o concerto de Mariza que o Combustões já relata.
Quase no final e depois de já ter a plateia rendida Mariza falou de Lisboa das tabernas de Fado e mostrou como nas pequenas vielas se canta essa música que ela vem mostrando ao Mundo de uma forma tão digna.
Chegando-se à frente do palco com os dois guitarristas, cada um apoiando o pé numa cadeira cantou (melhor cantaram pois eles também entraram no canto) sem microfone com aquela voz que encanta. Tal como diz na letra do “Transparente”, nasci para cantar.
Portugal no seu melhor
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Mariza

A 19 de Setembro de 2006, o dia em que os militares saíram à rua para depor o ex Primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, Mariza actuava no Thai Cultural Ceter naquele que foi considerado pelo Bangkok Post “the Best eve concert in Bangkok”.
Ainda me lembro de ver toda a assistência, 1089 pessoas, de pé a aplaudir a fadista depois de uma demonstração de como se canta o fado à capela.
Não só os mais de mil pessoas estavam de pé. Também a falecida Pincesa Galyani se levantou a aplaudiu viva e emocionadamente a cantora.
Uma bandeira de Portugal bem marcada e bem visível.
Espera-se esta noite outro grande sucesso.
500 Anos, Tailândia e Portugal

Agora a TVI passou duas peças, uma de 6 minutos http://pdf.clipping.mediamonitor.pt/main/movies/show_movie_new.asp?filename=/asf/20091003/200910032048404.wmv&programa=Jornal no Jornal Nacional, como aperitivo para outra mais longa de 30 minutos http://pdf.clipping.mediamonitor.pt/main/movies/show_movie_new.asp?filename=/asf/20091003/200910032128002915.wmv&programa=Jornal logo a seguir, em que faziam um promenorizado relato sobre a chegada e a presença dos portugueses por estas terras.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Avião
Fantástico avião com as armas do Príncipe Maha Vajiralongkorn e a bandeira tailandesa a aterrar em Munique no dia 20 de Junho de 2009 parte de uma longa viagem que passou por vários aeroportos alemães, eslovenos, austríacos e Verona em Itália. Interessante a matrícula deste Boeing HS-CMV e o facto de ter pintado no corpo "Royal Flight".O Principie é um experimentado piloto e ele próprio dirige o avião.
domingo, 4 de outubro de 2009
Domingo e o Clima
Felizmente Bangkok não é muito dada a sofrer com as tempestades tropicais que inundam a região e mesmo quando um tufão chega a atingir Bangkok nessa fase já se encontra, normalmente, significativamente enfraquecido.
A Cidade dos Anjos, nome pelo qual é conhecida Bangkok, paraece ter estes a protege-la.
Infelizmente não muito longe centenas de milhares de pessoas sofrem com os desastes naturais que vão acontecendeo mesmo à frente do nosso nariz.
Filipinas, Vietname, Camboja e Laos afectados pelo furação Ketsana e agora debaixo dos ventos fortes do Parma.
Na Indonésia sucessivos tremores de terra deixaram a devastação por todo o lado. A BBC através de um excelente trabalho do seu correspondente, mostrava, aquilo que era possível, do interior da ilha onde tudo desapareceu. Estradas, caminhos e outras infraestruturas desapareceram quer por força das crateras deixadas pelos abalos quer através das grande e devastadores desmoronamentos. Aí os sobreviventes tentavam com as ferramentas caseiras tentar escavar á procura de familiares e ami.gos desaparecidos
Samoa foi palco de mais um tsunami que arrasou as ilhas deixando também a destruição à sua passagem. Muitos destes desastres acontecem em zonas afastadas e de difícil acesso, como o caso de Sumatra, tornando impossível por vezes dar um verdadeira percepção da gravidade do desastre. Se bem se lembram aquando do Tsunami de devastou o sudoeste asiático em 2004 ao início falava-se em centenas de mortos e depois em poucos milhares. Quando a conta final pode ser feita estav-se perto dos 300.000 mortos.
Na Índia são hoje notícia inundações que deixam centenas sem vida na primeira contagem sobre a calmidade.
Esta semana em Bangkok reuniram-se as Nações tentando encontrar pontos de acordo para a cimeira de Dezembro em Copenhaga que se irá debruçar sobre as mudanças climatéricas. Depois de Bangkok, e em Novembro, Barcelona acolherá nova ronda de negociações que se esperam produtivas e capazes de dar respostas. Outro dia um cartoon de um jornal local titulava, mostrando vitimas a serem arrastadas por uma corrente de água, é fundamental passar das conversasões às acções.
É essa a tarefa do Mundo e a Ásia tem de ter uma palavra muito importante a dizer visto ser, neste momento, o continente mais afectado pelos desastres naturais.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A Saúde do Rei
Inicialmente foi internado devido a “alguma febre, fraqueza e falta de apetite” de acordo com o primeiro boletim médico que foi emitido. Depois de vários tratamentos e de algumas melhoras e recaídas, sempre de acordo com os boletins vindos a público, sabe-se agora através dos últimos boletins que o Monarca tem uma infecção pulmonar e gripe.
Desde há anos que o Monarca sofre de alguma deficiência pulmonar, sempre bem visível quando fala, e agora tal terá agravado devido a qualquer vírus que aí se alojou e provoca a infecção que em termos mais corriqueiros poderá ser comparável a uma pneumonia.
Compreende-se a necessidade de manter o Monarca no hospital e acamando visto um tratamento deste tipo ser. Normalmente longo, e a sua idade, 83 anos a completar dentro de dois meses, aconselhar a total cura antes de outras “aventuras”.
A população continua a seguir atentamente todos os pormenores que são tornados públicos.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Todas as Estradas Conduzen a Buriram

Na realidade o momento político na Tailândia por mais voltas que dê acaba sempre à volta de Nevin Chidchob, o nunca presente mas nunca ausente, político de Buriram prestes a fazer 51 anos a 4 de Outubro.
Em Dezembro do ano passado foi a sua experiência como político, ganha ao serviço de Thaksin, que lhe permitiu organizar as forças necessárias para levar Abhisit ao poder. Junto com Shutep, o Secretário-Geral dos Democratas e homem da “velha política”, e com o auxílio dos militares encabeçado pelo mais sénior Prawit Wonsawan, o actual Ministro da Defesa, prepararam o movimento necessário para que os partidos que no Parlamento apoiavam a coligação dos thaksinistas mudassem de campo e se posicionassem atrás do jovem líder democrata.
Conquistado este primeiro passo era necessário avançar na preparação da estratégia que o poderá levar ao poder. Nevin sabe que está sem direitos políticos até Maio de 2012 mas isso não é um problema visto ter ainda a necessidade de se munir de todos os elementos que lhe permitam ser o próximo Thaksin. Mais do que ser o Primeiro Ministro ele quer suceder ao seu antigo patrão.
Formou o partido Bhum Jai Thai (orgulho de ser Thai), colocou na sua liderança o actual Ministro do Interior, Chawarat Charnwirakul, um velho homem de negócios de etnia chinesa, parceiro e apoiante de Thaksin em muitos projectos no início deste século, fundador do companhia de construções Sino-Thai, sempre bem favorecida nos contractos com o governo, e homem que pela sua avançada idade, 73 anos, não terá nenhum objectivo de reter o poder não sendo portanto uma ameaça para o homem de Buriram.Depois de montar a estrutura era necessário obter os fundos. A Sino-Thai era um dos fornecedores, tal como o grupo King-Power, cuja principal actividade são os “Duty-Free shops”, mas era necessário manter um constante fluir de fundos para pagar os deputados pertencentes ao Partido (anterior facção Nevin), e aliciar mais para se juntarem ás hostes para engrossar o contigente visto o objectivo do Partido ser para já o de conseguir chegar aos 100 Deputados. Ao atingirem tal numera têm quase que garantida a necessidade do maior partido os consultar ou com eles formar uma coligação se quiser sobreviver no poder. Como já uma vez referi Chawarat disse isso mesmo a um grupo de diplomatas, acrescentando que nesse momento, o atingir do número desejado, “tirariam o tapete” ao governo de modo a convocar eleições.
Assim para acrescentar aos fundos das empresas que acreditam no seu potencial, Nevin colocou os seus homens em lugares no Governo de onde pudessem vir importantes fundos. Ministro dos Transportes e Ministro do Comércio. Para o Ministério do Interior ficaria a tarefa de nomear para as províncias governadores próximos do partido que pudessem ao mesmo tempo controlar os fundos atribuídos para o desenvolvimento e ser um elemento crucial em eleições. Entretanto o Ministro da Defesa pouco a pouco foi-se tornando cada vez mais próximo de Nevin e tem vindo sempre a alinhar de mesmo lado da barricada quando há que enfrentar Abhisit em qualquer guerra na qual por norma Suthep tenta esquivar-se ou abster-se.
Havia assim bastantes áreas a trabalhar para obter fundos suficientes para conduzir o partido. Havia contudo uma questão que estava pendente sempre sobre a cabeça de Nevin. A possível condenação no caso de corrupção ligado à compra de milhões de rebentos de árvores de borracha em que ele era o principal acusado. Era necessário retirar essa ameaça da frente. Primeiro adiou-se o julgamento por duas vezes e quando estava tudo assegurado este acabou em nada, absolvição, não sem que a investigação se atirasse contra o Acusador público por falta de correcta preparação na condução do julgamento. Essas discussões ocorrem na praça pública mas serão factos pouco relevantes e rapidamente sairão de cena e o que permanece é a absolvição de Nevin.
Caminho livre. Primeiro passo pressionar o PM sobre dois casos. Nomeação do comandante da polícia fazendo Abhisit perder por duas vezes na escolha do seu candidato e oposição ao processo de reforma do sistema político proposto pelo PM.
A pressão começou a dar os seus frutos e as vitórias têm vindo a crescer nos últimos dias. Aprovação de um orçamento extraordinário para a defesa, aprovação da nomeação do Secretário-Geral do Ministério da Economia contra a vontade de Abhisit (já referi os dois casos) mas o mais importante veio ontem com a aprovação do plano para o “leasing” operacional de 4,000 autocarros para Bangkok, no valor de 66 mil milhões de bath (ao início era de 100 mil milhões mas mesmo o valor actual é considerado excessivo). Abhisit disse que seguiu as recomendações do National Economic and Social Development Board (NESDB), só não referiu os 4 pontos altamente negativos que o próprio relatório apresenta e que irão implicar um acréscimo de 24,8 mil milhões de bath no orçamento de estado para fazer frente ao plano de reformas antecipadas para 7.009 empregados e para suportar as já pesadas percas do BMTA, o operador dos autocarros. Este projecto pertence ao Ministério dos Transportes.
Em contrapartida Abhisit pode nomear, Prateep, o seu candidato, como Comandante interino da Polícia e obteve a provação do Bhum jai Thai party para que o processo da reforma do sistema político passe por um referendo
O que permitirá à coligação no poder manter-se por mais quase que um ano.
Nevin, vai continuar a puxar a corda sempre que quiser, visto já saber as fragilidades e o isolamento de Abhisit, mas também fica contacte com a possibilidade de encher os cofres do Partido e de queimar tempo até ao momento em que estiver livre. Convém lembrar que a, por vezes falada amnistia para os “delitos” políticos não serve a Nevin visto que seria por demasiado escandaloso aplicar tal lei somente a ele e se isso avançasse ele teria a forte concorrência de outros políticos, num total de 220, que actualmente estão sem direitos.

