quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Moto-Táxis e o Panorama Sociopolítico Tailandês

Claudio Sopranzetti está presentemente a preparar a sua tese de Doutoramento na Universidade de Harvard e o tema que escolheu para a sua dissertação está relacionado com o desenho sociopolítico de uma das camadas mais importantes no quotidiano tailandês – os condutores da moto-taxis em Bangkok.

Segundo uma entrevista recentemente feita a Cláudio por um jornalista francês, Arnaud Dubus para a cadeia Al Jazeera, existem cerca de 200.000 mototaxistas em Bangkok homens que se podem considerar os "reis desta cidade" visto conhecerem-na como ninguém. Desde as suas largas avenidas até às ruelas mais pequenas e impossíveis de aí se transitar eles tudo vasculham com todos contactam e a todos servem.

A sua organização a sua participação na vida política e a sua visão dos "dois mundos" como refere Cláudio, são relatos únicos e a não perder.

O Professor termina afirmando da consciência que esses homens (e algumas mulheres) têm de que se um dia param a cidade fica bloqueada e da força que isso lhes dá.

Estou curioso pela peça final que será a sua tese.

Entretanto a não perder esta estrevista.

2 comentários:

José Martins disse...

Sem ler a entrevista, para que esta não influenciar o meu comentario, sou do tempo em que não existiam moto-táxis em Banguecoque e estes surgem com a crise do desenvolvimento de Banguecoque (aliás praticamente toda a Tailândia) por volta dos anos de 1984.
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A cidade de Banguecoque era como uma adormecida e pouca diferença fazia do princípio do século XX. Táxis de marca japonesa a caírem aos bocados, sem taxímetro e os tradicionais tuk-tuk.
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Estes veículos eram propriedade de uma certa classe que os alugavam por 500/300/200 bates pelas 12 horas do ponteiro do relógeo a homens que chegava a Banguecoque da região do Esarn.
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Gente pouco ambiciosa e desde que lhes ficasse, depois de pagar o aluguer do veículo, uns bates para pagar a comida e a garrafa de uísque thai Mekong eram uns homens felizes.
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Dá-se a crise do desenvolvimento de Banguecoque e a cidade não está preparada com vias para suportar as betoneiras, constantes, a circular e o outros veículos.
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Surge então outras crise a do trânsito e dos engarrafamentos, caóticos, constantes em Banguecoque. A população de Banguecoque é afastada para os arredores e no espaço que ocupavam vai dar lugar a grandes prédios.
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Os transportes públicos era fracos, baratos (bilhete único de 3 bates) e fumarentos e surgem então os moto-táxis, muito barata a viagem, na altura, que chegavam a cobrar por três quilómetros 5 bates. Eu paguei isso na primeira casa que comprei em 1980, junto ao aeroporto de Don Muang.
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Quando o Anand Paniarachum assume o posto de PM, interino, depois do Maio Negro em 1992, liberalizou a compra de táxis e qualquer um cidadão pode aduirir um e baixa as taxas da compra de automóveis e a oportunidade de qualquer cidadão comprar a sua viatura e pagá-la em 60 meses a juros baixos.
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Banguecoque sem elevações, sem ruas para absorver os veículos surgem então os moto-táxis, cujo o colete é pago pelo condutor (a grupo que não vou designar) para poder estacionar no seu local. Ao fim do mês terá que pagar a tenção determinada e depende, o preço, do lugar onde faz o seu poiso.
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Mas depois do comboio aéreo, do metro, de novas artérias os motos-táxi continuam a ser o meio de transporte preferível por milhares de pessoas da cidade de Banguecoque, como um transporte rápido e vencer o engarrafamento.
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Porém estendeu-se a toda a Tailândia e não há cidade do interior que não se encontrem os taxista de motos.
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Isto é apenas uma parte porque muito teria a acrescentar
José Martins

Nuno Caldeira da Silva disse...

Obrigado pelas achegas. A importancia dos Moto-taxis e bem notoria nesta pequena entrevista que deixa agua na boca para ler a tese de Doutoramento do investigador.